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Saída da CBN

em 19 de outubro de 2017

No primeiro trimestre deste ano, formulei uma resposta para quem me perguntava o que vinha achando de fazer rádio: "Estou me divertindo muito, não imaginava que seria tão bom", dizia. Uma diversão no sentido amplo, havia prazer no aprendizado, no trabalho com uma equipe tão jovem e tão competente, na certeza de prestar uma espécie de serviço público, na busca de informações relevantes e exclusivas. Prazer em buzinar no ouvido de quem merecia, prazer imenso em conversar com entrevistados e ouvintes, em responder aos tantos e-mails com elogios e, mesmo, críticas.

Há alguns meses, soube que o neto de uma querida colega era fã do CBN Rio. O menino, de cinco anos, inteligente pacas, ligadíssimo nas notícias, é deficiente visual, seu contato com o mundo se dá principalmente pela audição. E o garoto, veja só, tornara-se fã do programa, dizia gostar muito de mim. Dias depois da revelação, chamei todo mundo - o menino, pais e avós foram ao estúdio. Foi uma festa, ficamos todos muito emocionados. Fiz uma rápida entrevista com ele que, ao ser perguntado sobre o que queria ser quando crescer, não vacilou: "Jornalista!", gritou ao microfone.

Pois é, meu pequeno e querido ouvinte, parceiro que passou a simbolizar todos os que nos acompanhavam ao longo das manhãs. Que você seja um grande jornalista como sua avó, colega que enfrentou tantos desafios e que brilhou em muitas redações. Mulher que encarou a ditadura, que constrangeu corruptos, que denunciou safadezas, que lutou e luta por um país mais justo, que deixou a concorrência de cabelo em pé. Uma mulher que, em resumo, fez jornalismo. Você tem um grande exemplo em casa. Que o jornalismo também seja pra você esse brinquedo tão sério, tão legal, tão bom, tão importante, tão necessário e tão divertido. Obrigado a você, obrigado aos outros ouvintes, a todos aqueles que têm se manifestado por conta da minha saída da rádio. Obrigado ao Júlio Lubianco, que me convidou para ancorar o CBN Rio, obrigado aos colegas que comigo lá trabalharam, que tanto me ensinaram. Obrigado pelo carinho, pela companhia, pela audiência. Até amanhã.

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Brasil, o personagem de Fernando Molica

em 01 de outubro de 2017

Matéria do 'Estado de Minas' publicada em 19/9/17.

Uma selfie com Lenin, livro que Fernando Molica vai discutir com o público hoje à noite, no projeto Sempre um papo, dialoga com os impasses do Brasil contemporâneo, mergulhado em profunda crise.

Jornalista - assim como o autor -, o protagonista do romance deixa o emprego de assessor de políticos. Dentro do avião rumo à Europa, ele escreve uma carta para a ex-namorada revelando sua frustração diante não só da engrenagem do poder, mas em relação à impotência de sua geração - e da própria esquerda - em virar o jogo. Faz o mea-culpa sobre o próprio comportamento que adotou.

O cenário não poderia ser mais propício: o Brasil de 2013/2014, época em que gigantescas manifestações ocuparam as ruas para reivindicar ética na política. A radicalização e a intolerância em que o país mergulhou servem de pano de fundo para a trama, além da reflexão do personagem a respeito de sua própria vida.

Molica, de 56 anos, que trabalhou em vários jornais do eixo Rio-São Paulo, explicou que seu romance não é sobre a política e a crise em si, mas sobre o impacto do atual momento histórico na vida das pessoas.

Para o jornalista, o cidadão se vê diante de impasses maiores do que aqueles experimentados durante o atentado do Riocentro, em 1981, e as eleições presidenciais disputadas por Lula e Fernando Collor, em 1989. Marcado pelo ódio, o enredo atual do país - em que se mesclam corrupção generalizada, Operação Lava-Jato, a postura do juiz Sergio Moro e o oportunismo dos políticos - é sufocante. Pior: põe em xeque a democracia.

Lançado em 2016, Uma selfie com Lenin foi definido por Antônio Torres, nome de destaque da literatura brasileira, como "curto romance em número de páginas, mas longo em significados, no qual as atualidades políticas, existenciais e 'lavajatórias' nele se colam com malícia, ambição, sedução, grana, num texto cheio de ginga, bem carioca."

Molica é também autor de Notícias do Mirandão (2002); O homem que morreu três vezes (2003); Bandeira negra, amor (2005); O ponto de partida (2008); e O inventário de Júlio Reis (2012).

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Pão e vinho

em 15 de setembro de 2017

Vale lembrar: um pedaço fino de pão não fermentado cortado em forma circular só se transforma em hóstia - no corpo de Cristo de acordo com a tradição católica - depois da consagração. Antes disso é apenas um pedaço fino de pão não fermentado cortado em forma circular.

Da mesma forma que uma garrafa de vinho é apenas uma garrafa de vinho -
e não o sangue de Jesus - antes da mesma consagração. Não se pode confundir um objeto sagrado com a sua representação.

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Uma selfie com Lenin


Estante

O inventário de Julio Reis

O misterioso craque da Vila Belmira

O Ponto de Partida

Bandeira Negra, amor

O Homem Que Morreu Três Vezes

Notícias de Mirandão

Como Organizador

11 gols de placa

50 anos de crime

10 reportagens que abalaram a ditadura

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