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'Brasil de volta ao começo' - revista alemã sobre 'Uma selfie com Lenin'

em 12 de fevereiro de 2017

Texto de Michael Kleger publicado na revista alemã 'Literatur Nascrichten', associa 'Uma selfie com Lenin' ao desencanto ocorrido nos últimos anos no Brasil: "Os anos democráticos e abundantes ficaram rapidamente para trás", afirma Kegler, tradutor especializado em literatura de língua portuguesa (ele fez as versões em alemão do 'Notícias do Mirandão' e 'Bandeira negra, amor').

A matéria trata também de livros do João Paulo Cuenca e do Fernando Bonassi e teve este trecho gentilmente traduzido pela Tamara Menezes:


Ainda no início da Era Lula, alguns anos atrás, o jornalista Fernando Molica descreveu em seu romance 'Notícias do Mirandão' traduzido pela Nautilus em 2006, como a conjuntura, em sintonia com a ingenuidade dos personagens, arruinou uma revolução na favela. Desta vez, um jornalista que já foi de esquerda viaja pela Europa e manda para casa 'Uma selfie com Lenin' (Record 2016).

O livro registra um longo monólogo interno de alguém que se deixou corromper. Primeiro por amor, depois por dinheiro, ele foi contra suas convicções em relação à rede de corrupção da política brasileira. E finalmente resolveu tudo com uma mala cheia de dinheiro.

"Você estava certa quando, presumo, mandou que ficassem quietos todos aqueles babacas assustados com as manifestações. Alguns poucos daqueles ladrões filhos da puta, e não me refiro apenas aos seus clientes, devem ter se ferrado. Há os que exageram na ânsia de mergulhar no dinheiro alheio, não conseguem parar de roubar, de aumentar aquela riqueza que lhes chega de um jeito tão fácil. Estes, uns novos-ricos deslumbrados, são os que se afogam. Os mais discretos continuam felizes, vivos e prósperos. (...) No fim a casa sempre vence."

O Brasil está de volta ao começo. Os anos democráticos e abundantes ficaram rapidamente para trás. Perplexos, alguns ainda esfregam os olhos para tentar entender. Mas a literatura brasileira já compreendeu. O clima é tropical como sempre e "No fim, a casa sempre vence."

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A jurisprudência da Lava Jato

em 11 de fevereiro de 2017

O caso Moreira Franco revela como algumas medidas tomadas pela Lava Jato ou sob sua inspiração criaram precedentes delicados para a Justiça brasileira. Em tese, tanto o Lula quanto o Moreira teriam o direito de assumir ministérios. Ambos são cidadãos em pleno gozo de seus direitos políticos, não foram condenados sequer em primeira instância.

Pela lei brasileira, suspeitos, indiciados, denunciados e réus não são considerados culpados. Tanto que Lula e Moreira poderiam, hoje, concorrer à Presidência da República, e o eleito teria direito de assumir o cargo.

A histeria gerada pela nomeação de Lula gerou uma pedalada judicial, até mesmo uma prova obtida ilegalmente, a tal gravação do 'Bessias' serviu de pretexto para anular a posse do ex-presidente. Criou-se um precedente que, agora, complica a vida de um dos principais articuladores do impeachment.

O caso gerou também um paradoxo. Ao anular a posse do Lula, considerada uma tentativa de obstrução da Justiça, o Gilmar Mendes passou recibo na tese de que o STF, corte em que atua, é conivente com impunidade, Curiosidade: no governo FHC, o cargo de Advogado Geral da União ganhou status de ministro para que seu titular - Gilmar Mendes! - escapasse de um processo movido contra ele na primeira instância.

Criticos a determinadas atitudes tomadas pela Lava Jato são, com frequência, execrados, chamados de coniventes com a corrupção. Muitos deles apenas vinham alertando para o risco de, em nome do necessário combate à roubalheira institucionalizada, ocorrer uma derrubada de princípios fundamentais, de garantias asseguradas pela Constituição. Não tem jeito: os atalhos que permitiram prisões e condenações passaram a valer para todo mundo, até para aqueles que tanto se empenharam na derrubada da Dilma.

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'Bandeira negra' - nova resenha alemã

em 10 de fevereiro de 2017

A revista 'Brasilien-Nachrichten', fundada em 1976 na Alemanha, publicou esta resenha sobre o 'Bandeira negra, amor', lançado por lá pela Editions Diá. O texto é assinado por
Anne Reyers e foi traduzido com a ajuda do Google.

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Três adolescentes são encontrados mortos, eram suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, todos moravam numa favela. O caso deveria ser investigado? Seria um evento de rotina se não fosse Fred, um advogado negro e ativista de direitos humanos. Ele sua namorada, a policial branca Beatriz buscam impedir que isso aconteça e tentam quebrar o muro de silêncio, corrupção e racismo. A trama inclui um pedaço de pano tratado como relíquia por Fred e . que teria pertencido a Arthur Friedenreich, o primeiro craque negro do futebol brasileiro. Como funcionaria esse conjunto?

Como em 'Notícias do Mirandão', Molica trata do Rio e da corrupção. O texto é às vezes eufórico em relação a mudanças, mas tem também um caráter niilista, que duvida de quaisquer alterações. Neste ponto, 'Bandeira negra, amor' é como o livro 'Cidade do jogo'. Para citar um comentário do jornal 'Correio Braziliense': "Poucas vezes a questão racial no Brasil tem sido trata com tanta propriedade como no romance 'Bandeira negra, amor'". Não há nada a ser acrescentado.

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